sexta-feira, março 21, 2014

De um amor morto - Dia Mundial da poesia



Eis que morreste. Mortalmente triste
Divaga a flor da aurora entre os teus dedos
E o teu rosto ficou entre as estátuas
Velado até que o novo dia nasça.

Se nenhum amor pode ser perdido
Tu renascerás - mas quando?
Pode ser que primeiro o tempo gaste
A frágil substância do teu sono.

Sophia de Mello Breyner Andresen 

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