
De uma certa forma,pode-se dizer que todos usamos uma máscara. Com isto não quero dizer que somos todos uma cambada de falsos e fingidos nem nada que se pareça. Apenas acho ( tenho a certeza,aliás) que não somos 100 % verdadeiros a toda a hora, até porque se o fossemos seriamos 'comidos vivos', se é que me entendem.
Habituamo-nos a esconder certas opiniões e sentimentos, simplesmente para agradar aos outros,por muito que não o façamos conscientemente.
E que tal deixarmos de ser politicamente correctos e de querer sempre agradar meio mundo? Além de essa ser uma causa perdida,porque é impossível agradar a gregos e troianos, no final acabamos também por nos sentir incrivelmente falsos e hipócritas...
Esta é uma lição que ando a tentar ensinar a mim mesma,porque realmente preciso de bater o pé em situações que me desagradam, reavaliar relações que se alimentam apenas de sorrisos 'falsos' e de palavras que ficam por dizer,reavaliar 'amizades' que não têm nada de sólido e que 'dobram' ao primeiro obstáculo ....... Estes são os meus novos objectivos para este ano ( se bem que um pouco tardios) : sair de lugares e relações que me desagradam e sobre as quais nunca tive coragem de 'bater o pé' com medo do que os outros possam pensar e de quem possa magoar ou ofender pelo caminho ...... deixar de ser 'politicamente correcta' e fazer/dizer o que realmente me apetece ....... no fundo,pensar mais em mim :)
E não há máscaras para ninguém,sorrio se me apetecer e, mais uma vez, quem não gostar que não olhe!
1 comentário:
A ''mascara humana'' é só mais um desdobramento da nossa complexa singularidade; é como que o abafar de uma crer que não pode ser realizável. Em muitas ocasiões vemos as mascaras: quem nunca usou uma? Na verdade, quem não enverga uma a fim de ocultar algo de si, com o temor de deixar cair peças que formem uma linha e levem a um Eu oculto, bom ou mau!
Enfim, devaneios proto-filosóficos à parte...primeiro nós, acima de tudo, sem medo de desagradar a este ou àquele: se temos algum significado válido para a(s) pessoa(s) x ou y, seremos aceites na nossa inteira globalidade, com todas as virtudes e defeitos inerentes à nossa condição de humanos.
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