segunda-feira, dezembro 06, 2010

tempo.


O tempo não pára e cada minuto que passamos a pensar no passado,no que foi,é um minuto perdido da nossa vida. Contra mim falo,porque o meu "vicio" de pensar faz com que não consiga libertar-me do passado,por mais que tente.
Acho que vou fazer uma resolução de ano novo antecipada : pensar menos no passado e viver mais o presente.Sim,porque o tempo não pára só porque nós queremos.O tempo não pára para nos recompor-mos.Não pára só porque nos sentimos despedaçados. Não pára para que possamos decidir se partimos ou ficamos.
Durante muito tempo acreditei que teria tempo para tudo,para concretizar todos os meus "sonhos",para fazer tudo aquilo que tinha planeado,mas finalmente "caiu a ficha".
Não,não há tempo!Por mais que o tente "agarrar" foge-me pelas mãos...e continuo sem perceber porque continuo nesta inercia e porque me sinto presa,se tudo passa tão depressa e o tempo é tão pouco.
Sim,ando com pensamentos demasiado estranhos,mas é algo normal quando paramos por um segundo e nos apercebemos de que tudo á nossa volta mudou: as pessoas,os lugares,as rotinas,os sentimentos...sim,aqueles sentimentos que pareciam tão fortes,tão inquebráveis,tão indestrutíveis,desvanecem de repente e,com o passar do tempo,chegam até a cair no esquecimento.Isto tudo faz-nos pensar no quão poderoso é o tempo pois este tem a capacidade de,sem fazermos absolutamente nada,mudar TUDO....
Não,não há tempo...não há tempo para hesitações,temos mesmo que correr,correr,correr atrás dele para ele nunca nos fugir pelas mãos,para nunca ficar nada por dizer ou fazer,para não nos arrependermos de não ter feito algo quando já for tarde de mais...
Descobri que o passar do tempo é um dos meus maiores medos e a minha MAIOR dor,porque a saudade é "filha" do tempo...e é o sabor amargo da saudade que tenho do que já foi,do que já passou ou até mesmo do que nunca tive,ou do que nunca vivi,que me apaga metade do meu sorriso cada dia,que aumenta,cada vez mais,o peso que sinto sobre os ombros.



« La cuestión no es si hay vida después de la muerte;la cuestión es si hay vida antes de la muerte» Julio LLamazares in Escenas de Cine Mudo

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